
Unidade 3 - Serviços de Atendimento Educacional Especializado
Parte A) A partir da pesquisa iniciada sobre a educação especial no seu município, descreva quais serviços especializados existem no mesmo e quantos alunos são atendidos por estes serviços.
Considerando que serviço especializado consiste no apoio pedagógico personalizado a alunos com necessidades educativas especiais, com intuído de colaborar para que obtenham sucesso escolar utilizando de medidas pedagógicas adequadas e diversificadas as necessidades especificas de cada aluno, existem dois serviços em meu município que contemplam esta perspectiva: “a sala de recursos”, oferecida nas escolas estaduais; e a APAE, instituição filantrópica de nosso município.
Existe um outro ambiente de apoio à alunos com dificuldades de aprendizagens denominado “laboratório de aprendizagem”, oferecido nas escolas municipais, porém este serviço não conta com profissional especializado, consiste apenas em oferecer um reforço de conteúdos escolares, normalmente nas disciplinas de matemática e língua portuguesa. Este trabalho é realizado numa sala especifica da escola, pela própria professora da área, em turno inverso ao que o aluno esteve em aula.
A sala de recursos existente em nosso município, atende cerca de 80 alunos distribuídos nas escolas estaduais da região. O atendimento é feito por professora especializada para este fim, que oferece aos alunos reforço dos conteúdos já trabalhados em sala de aula de formas variadas, sendo que em alguns casos é preciso inicialmente realizar um trabalho de recuperação da auto-estima do aluno para levá-lo a aprendizagens significativas em sala de aula. O atendimento é realizado em pequenos grupos sempre em turno inverso ao de aula, 2 horas semanais.
A APAE, como instituição filantrópica de nosso município, atente atualmente cerca de 102 alunos, sendo que destes 42 frequentam paralelamente o ensino regular e 60 apenas o serviço especializado oferecido na instituição.
Os alunos, deficientes mentais, físicos e/ou com deficiências múltiplas, recebem atendimento especifico para sua deficiência através do acompanhamento de profissionais especializados como: fonoaudióloga, psicóloga, fisioterapeuta, Clínico-Terapêutico além do acompanhamento de Assistente social. Neste ambiente também é oferecido atendimento diferenciado para estimular o desenvolvimento e crescimento dos alunos adultos, colaborando para a inserção destes no mercado de trabalho como: Educação de Jovens e Adultos e Educação Profissional.
È importante destacar que essa entidade trabalha em parceria com o município que oferece apoio no transporte de alunos, na merenda escolar e no pagamento de salários de alguns professores.
http://trescachoeiras.apaebrasil.org.br/.
Ainda que exista uma grande mobilização a cerca da inclusão de deficientes na rede regular de ensino em meu município, ainda é visível a resistência da grande maioria dos profissionais em inserir-se a esta nova realidade.
A leitura do texto: Atendimento educacional especializado – concepção, princípios e aspectos organizacionais, de Denise de Oliveira Alves e Marlene de Oliveira Gotti, muito têm me auxiliado na compreensão desta temática. O texto traz como uma de suas idéias principais
“a tarefa de organizar as escolas para a eliminação das barreiras, o fortalecimento das relações entre a escola e a família, o acesso aos serviços sociais da comunidade, o planejamento participativo, a troca de experiências no trabalho pedagógico e o desenvolvimento de mecanismos de gestão que priorizem a inclusão educacional (pg. 16)”.
Esta iniciativa envolve assumir os desafios de estimular os alunos deficientes no desenvolvimento de competências pertinentes ao contexto global, e sem duvidas é um desafio um tanto quanto complexo para quem, não tem acesso a informações sobre esta temática nem preparo didático-pedagógico para trabalhar com esta perspectiva em sala de aula, sendo esta a razão de tamanha aversão dos profissionais da região.
Muito tem sido feito no sentido de um convencimento das vantagens da inclusão escolar em meu município, por vezes são realizadas reuniões dos docentes das redes municipais e estaduais para discussão deste tema, onde profissionais e palestrantes oferecem muita informação referente à inclusão, no entanto os rumores permanecem.
Se considerarmos a APAE como ambiente de acompanhamento específico para deficientes cujo trabalho pedagógico resumir-se-á a procedimentos que visam adaptar o aluno a sua “falta”; é indiscutível a necessidade de que estes alunos tenham acesso paralelamente a outras múltiplas experiências em outros ambientes sociais, como condição para que consigam emancipar-se intelectualmente.
“Especializar o ensino escolar para alguns, em ambientes escolares à parte, não é compatível com o que se espera da escola, pois nesses espaços não conseguimos preparar cidadãos para enfrentar a vida. O ensino assim concebido se baseia em propósitos e procedimentos que decidem “o que falta” ao aluno e a sua adaptação a essa “falta” funciona como um processo regulador externo da aprendizagem. Na versão inclusiva, a adaptação tem sentido oposto e é testemunho de emancipação intelectual e conseqüência do processo de auto-regulação da aprendizagem, em que o aluno assimila o novo conhecimento, de acordo com suas possibilidades de incorporá-lo ao que já conhece. (pg.38)”
Desta forma, penso que a rede estadual contempla os propósitos de uma educação inclusiva ao oferecer aos alunos com déficit de aprendizagem uma alternativa de receber um atendimento especializado para seu caso ao mesmo tempo em que podem permanecer na sala de aula junto aos colegas em turno oposto. Vale lembrar, porém, que os profissionais que atuam na sala de recursos, não aderem a idéia de recuperar um aluno com alguma deficiência severa, isto é, apenas auxiliam “deficientes educáveis”, sendo que os outros acreditam ser melhor encaminhar-los para a APAE ou outro centro de apoio capacitado para sua deficiência.
Parte B) ESTUDO DE CASO : Selecionar o caso
Como solicitado nesta unidade, escolhi por estudar um caso de deficiência mental existente em minha escola. O menino, trás consigo um histórico de rejeição de várias escolas pelo seu mau comportamento e agressividade além, é claro, de seu baixo rendimento escolar.
Do mesmo modo, creio poder conhecer aspéctos interessantes e significativos a cerca da deficiência mental com este caso, pois o menino é extremamente espontâneo e também por manter uma rotina com a professora da sala de recursos a qual freqüenta.
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* Este texto está disponível na pasta da disciplina nos Pólos.
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